Fibrilação Atrial: Entenda a Condição e Como Tratá-la


A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum, caracterizada por um ritmo cardíaco irregular e, frequentemente, rápido. Ela ocorre quando os átrios (as câmaras superiores do coração) apresentam uma atividade elétrica desorganizada, o que pode comprometer a eficiência do bombeamento de sangue. A FA está associada a um risco significativo de complicações graves, como AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência cardíaca e, em casos severos, mortalidade elevada.

Sinais e Sintomas da Fibrilação Atrial

A fibrilação atrial pode ser assintomática ou apresentar sintomas variados, dependendo da frequência cardíaca e das condições de saúde do paciente.

Sinais e Sintomas Comuns:

Palpitações: sensação de batimentos cardíacos rápidos, irregulares ou “tremores” no peito.

Fadiga: cansaço extremo, especialmente durante atividades físicas.

Falta de ar: dificuldade para respirar, mesmo em repouso ou com esforço leve.

Tontura ou desmaios: causados pela redução do fluxo sanguíneo ao cérebro.

Dor ou desconforto no peito: especialmente se a FA estiver associada a isquemia.

Casos graves:

• Descompensação cardíaca, com retenção de líquidos e edema.

AVC ou embolias: devido à formação de coágulos nos átrios.

Fibrilação Atrial e Mortalidade

Embora a FA não seja diretamente fatal, ela aumenta o risco de complicações graves, como:

1. AVC: a fibrilação atrial está associada a um aumento de até 5 vezes no risco de acidente vascular cerebral.

2. Insuficiência Cardíaca: a sobrecarga de trabalho cardíaco pode levar à falência do coração ao longo do tempo.

3. Complicações Tromboembólicas: coágulos que se formam nos átrios podem se deslocar para outros órgãos, causando danos potencialmente fatais.

A mortalidade associada à FA é elevada em pacientes sem diagnóstico e tratamento adequados.

Causas e Associação com Outras Doenças

A fibrilação atrial pode ser desencadeada ou agravada por diversas condições:

Hipertensão Arterial: é o principal fator de risco para FA.

Doença Arterial Coronária: obstrução das artérias coronárias.

Valvopatias: alterações estruturais das válvulas cardíacas.

Insuficiência Cardíaca: falha no bombeamento eficiente do coração.

Doenças da Tireóide: tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo podem causar FA.

Apneia do Sono: associada a inflamações crônicas e alterações na condução elétrica do coração.

Consumo Excessivo de Álcool ou Drogas: conhecidos como fatores desencadeantes da chamada “FA do feriado”.

O tratamento da fibrilação atrial tem dois objetivos principais: controle do ritmo e da frequência cardíaca e prevenção de complicações tromboembólicas.

1. Medicamentos:

Controle da Frequência Cardíaca:

Beta-bloqueadores

Bloqueadores de canal de cálcio

Controle do Ritmo Cardíaco:

Anticoagulantes:

2. Cardioversão Elétrica:

• Restaura o ritmo cardíaco normal por meio de choque elétrico controlado.

Indicação: FA persistente ou paroxística que não responde a medicamentos.

3. Ablação por Cateter:

• Procedimento minimamente invasivo para eliminar focos de arritmia no coração.

Indicação: FA recorrente ou sintomas graves que não respondem a medicamentos.

4. Controle de Fatores de Risco:

• Tratamento de condições associadas, como hipertensão, obesidade e apneia do sono.

5. Dispositivos Implantáveis:

• Marca-passo ou desfibrilador implantável, em casos específicos de FA associada a outras condições.

Por que Procurar um Médico?

A fibrilação atrial é uma condição séria que requer acompanhamento médico especializado para reduzir o risco de complicações graves. Somente um cardiologista pode:

• Diagnosticar corretamente o tipo e a gravidade da FA.

• Avaliar o risco de trombose e necessidade de anticoagulação.

• Indicar o melhor tratamento, individualizado para cada paciente.

Se você apresenta sintomas ou possui fatores de risco, não adie. Agende uma consulta com um cardiologista!